«Vai haver um desenvolvimento maciço de infra-estruturas em África e as empresas espanholas têm muitíssimo com que contribuir» considera o Director-General de Eurofinsa

Fonte: eBiz Africa Review
Março/2018

A empresa espanhola em geral está a começar a pôr os olhos em África, o continente que mais oportunidades de crescimento oferece em diversos sectores como as infra-estruturas ou a energia.

Algumas empresas espanholas levam, no entanto, instaladas no continente desde há várias décadas, como é o caso de Eurofinsa, que trabalha essencialmente no âmbito das infra-estruturas, principalmente em Obras Públicas nas que pode intervir na financiação, concepção, construção, equipamento, operação e manutenção.

Como refere o seu Director-Geral, Raphaël Benatar Leitman, existe em África uma grande necessidade de infra-estruturas, e o forte crescimento e desenvolvimento de muitos países, a existência de importantes fontes e acordos de financiação públicos e privados vão abrindo caminho. O mais comum em África é trabalhar sob o conceito “chave na mão” e os sectores de destaque são a obra civil, edificação, água, saúde e energia. A obra civil inclui estradas, portos, pontes ou aeroportos. A edificação inclui habitações sociais, embaixadas, terciário ou hospitais. No que se refere à água, tudo aquilo que tenha a ver com o ciclo integral da água, desde distribuição e abastecimento até ETAR (estações de tratamento de águas residuais) ou ETAP (estações de tratamento de água potável). Além disso, há muitas oportunidades nos sectores do futuro, como o da energia, onde é especialmente necessário identificar e utilizar novas tecnologias.

A nível de financiamento, empresas como Eurofinsa, por exemplo, utilizam fontes procedentes de acordos bilaterais entre os países exportadores e compradores e a financiação internacional privada. Provém também de acordos com organismos multilaterais como o Banco Mundial, Nações Unidas, União Europeia ou também a OPIC (Overseas Private Investment Corporation) dos Estados Unidos, entre outros. Os acordos de financiação procedentes de França, Reino Unido e E.U.A. unem-se desde há anos e cada vez com mais força aos já existentes a nível nacional e internacional. Como empresa espanhola, Eurofinsa conta, afortunadamente, com o apoio tanto de entidades comerciais, como de embaixadas e outras instituições como o Fundo para a Internacionalização da Empresa-FIEM (que oferece condições de financiamento que os bancos comerciais nunca dariam para financiar infra-estruturas), o CESCE (que apoia as empresas espanholas e dá soluciones, controlando a percentagem de bens e serviços espanhóis que têm que haver nesse projecto) ou o próprio Ministério da Economia, Indústria e Competitividade.

“Tanto a China como a Índia são concorrentes muito duros que se vão instalando fortemente em África”, refere o Director-General da multinacional sobre a concorrência.

É importante também associar a todas as obras projectos de responsabilidade social corporativa (RSC) se bem que já por si, são obras cujo impacto positivo na qualidade de vida é imediato. “Cada projecto leva consigo acções de responsabilidade social corporativa (RSC) e estamos orgulhosos de pertencer ao Pacto Mundial das Nações Unidas com o que todo isso implica”, refere Raphaël Benatar Leitman. Acrescenta que talvez a maior diferença entre a multinacional que dirige e outros competidores esteja no próprio lema da empresa «building the future» (construindo o futuro): Eurofinsa fica lá para contribuir para o progresso económico de cada país, pensando no futuro e a longo prazo. Em vez de ter uma estratégia por empresa, como alguns competidores, Eurofinsa tem uma por país, sem deixar de ser um grupo espanhol.

“Desenvolvemos muitos projectos em África, com várias acções sociais. Por esta razão, quisemos colaborar no Ghana na sequência de um projecto de água. Chegou-se a um acordo com a ONG «Universal Wonderful Street Academy» para fornecer à organização de dois camiões cisterna de água potável por mês, durante todo o ano 2017 e apoio escolar à parte. Com isso, permitimos que as crianças recebam uma boa educação, com um material fornecido por nós, e ao mesmo tempo favorecendo o acesso à água. Também – afirma – oferecemos autocarros a outras ONGs para o transporte escolar”.

“As empresas espanholas de infra-estruturas estão entre as melhores a nível mundial, tanto os profissionais, como a experiência adquirida e os conhecimentos. O que é preciso entender é que se já por si o sector das infra-estruturas é um empreendimento a longo prazo, é-o ainda mais em África. É também muito importante investir em formação de pessoal”, indica.

Vai haver um desenvolvimento maciço de infra-estruturas em África nos próximos anos e as empresas espanholas têm muito com que contribuir. Assim, é preciso aproveitar o crescimento que está por chegar, com cabeça e paciência, escolhendo bem os países e os projectos, conclui Raphaël Benatar Leitman.

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